O fim último do homem: Da eudaimonia aristotélica para a beatitude agostiniana.
Idalgo José Sangalli
- Autor
- Idalgo José Sangalli
- Orientador(a)
- Luis Alberto De Boni
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
O fim último do homem. Da eudaimonia aristotélica para a beatitudo agostiniana.... O trabalho concentra-se em torno da questão da felicidade na ética teleológica greco-romana, partindo da Ética a Nicômaco de Aristóteles, passando pela De Vita Beata do estóico Sêneca e algumas passagens das Enéadas de Plotino, e finalizando na De Beata Vita e em algumas das obras posteriores de Agostinho. Com o apoio da literatura secundária, busca-se investigar, principalmente, o que é a eudaimonia aristotélica e a beatitudo agostiniana, no intuito de demonstrar que há uma guinada de sentido da concepção agostiniana frente à concepção aristotélica. Seguindo a idéia da necessidade humana de determinar e de alcançar o seu télos, o finis bonorum, o foco principal localiza-se no desejo da busca da felicidade, que é procurada e identificada em um bem o qual necessariamente seja perfeito, duradouro, completo, auto-suficiente e prazeroso. Ela não está na mera vida dos prazeres e, também, não se restringe apenas à prática das virtudes. É identificada, inicialmente, como sendo a própria atividade teórica do intelecto humano. Mas, para Agostinho, este não é o lugar da Beatitudo, que será procurado na interioridade da alma humana e encontrado em Deus, possível plenamente só em uma vida futura.
