- Autor
- Nadir Antônio Pichler
- Orientador(a)
- José Nedel
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
Este trabalho tem como tema o fim último do homem na ética de Aristóteles e os bens constitutivos (bens da alma) e os coadjuvantes (bens exteriores e bens do corpo) necessários para realizá-lo. A pesquisa restringe-se à filosofia prática aristotélica, especificamente à """"Ética a Nicômacos"""", com algumas buscas à """"Política"""" e à """"Metafísica"""". Para Aristóteles, o fim último do homem, seu bem supremo, é a felicidade realizável na pólis, resultado de ações equilibradas, sob orientação da prudência. A dissertação é estruturada em quatro capítulos...O primeiro trata da divisão aristotélica do saber em ciências teoréticas, práticas e produtivas, bem como do método da filosofia prática, da qual a ética é integrante, e das funções vegetativa, sensitiva e racional da alma. O segundo aborda a felicidade pela prática das virtudes morais. Neste destacam-se a tendência humana à felicidade e a definição dela; a natureza da virtude moral; a responsabilidade do homem nas ações que pratica e a discussão sobre as formas de vida aptas a propiciarem a felicidade: a vida em busca do prazer, a em perseguição da riqueza, a vida ativa e a contemplativa, sendo as três primeiras objeto deste capítulo. O terceiro trata da felicidade pela prática das virtudes intelectuais. Este contempla o estudo da razão teorética e da razão prática; da prudência; da felicidade ideal por meio da vida contemplativa e da possibilidade de alcançar a tangência com o Inteligível. O quarto examina algumas dificuldades identificadas por comentadores de Aristóteles na realização da felicidade, e se há ou não possibilidade de conciliação entre a vida ativa e a vida contemplativa na pólis, e entre as formas de felicidade delas decorrentes, sinalizando para a possibilidade dessa conciliação.
