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O “HOMEM COMUM” NA LITERATURA DE KAFKA: UM CALEIDOSCÓPIO QUE DESMASCARA A ALIENAÇÃO DA VIDA COTIDIANA

Wesclei Ribeiro da Cunha, Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo Ferreira Chagas

Autor
Wesclei Ribeiro da Cunha, Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo Ferreira Chagas
Revista
Revista Dialectus
Edição
33 / 33
Ano
2024
DOI
10.30611/33n33id94074
Páginas
577-602
Idioma
pt
2024Wesclei Ribeiro da Cunha, Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo Ferreira Chagas. O “HOMEM COMUM” NA LITERATURA DE KAFKA: UM CALEIDOSCÓPIO QUE DESMASCARA A ALIENAÇÃO DA VIDA COTIDIANA. Revista Dialectus, v. 33, n. 33, p. 577-602, 2024.4

No ensaio “Franz Kafka: uma reavaliação: por ocasião do vigésimo aniversário de sua morte”, Hannah Arendt desenvolve reflexão sobre a construção das personagens kafkianas, a partir das narrativas O processo (1925) e O castelo (1926), na medida em que os heróis kafkianos “desmascaram as estruturas ocultas da sociedade, que frustra as necessidades mais banais e destrói as mais elevadas intenções do homem” (Arendt, 2016, p. 103). Na Literatura de Franz Kafka (1883-1924), verificamos a força germinativa de sua tessitura literária uma vez que nos proporciona leituras sob prismas filosóficos que ampliam nossa compreensão acerca da condição humana, estabelecendo como protagonista o “homem comum”, por meio de uma “história à contrapelo” (Benjamin, 1994). A partir da tessitura literária kafkiana, tal qual um caleidoscópio, o presente artigo tem o propósito de fomentar o debate filosófico em face da múltiplas possibilidades de diálogo e discussão, sob o prisma de Hannah Arendt, por meio de um análise crítico-comparatista com a Literatura de Dostoiévski; sob os olhares estilísticos e filosóficos de Milan Kundera e Deleuze e Guatarri, entre outros pensadores, ao refletirmos acerca do kafkiano e sobre o conceito de “literatura menor” e a “desterritorialização” da língua, bem como destacaremos uma interpretação marxista por meio do pensador Georg Lukács, acerca da sociedade reificada do capitalismo, sobretudo a partir de A Metamorfose.