O indivíduo ou a vontade geral: os paradoxos do Estado Liberal a partir de uma leitura crítica de Locke e de Rousseau
Jair Andrade
- Autor
- Jair Andrade
- Orientador(a)
- Cecília Maria Pinto Pires
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Este estudo consiste numa abordagem filosófica das teorias políticas de John Locke (1632-1704) e de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), discutindo centralmente as diferenças entre estes pensadores no que diz respeito aos temas centrais do contratualismo político. O objetivo é mostrar, tomando como objeto o Estado liberal moderno, o paradoxo a que está submetido face à dificuldade de conciliar, na efetivação do seu papel, o interesse individual e com a vontade geral, enquanto resultado do processo social, cultural, político e histórico resultante das transformações promovidas pela modernidade nas sociedades ocidentais. Primeiramente, são situados os tempos modernos abordando sobre como ela recoloca o indivíduo enquanto sujeito histórico e agente direto do fazer político, remodelando as relações de poder e a organização institucional nas sociedades ocidentais. Depois, adentra-se nas teorias políticas de Locke e de Rousseau, mostrando a suas principais formulações, os seus mais significativos fundamentos, as características que tornam ambas modernas, bem como os seus graus de inovação e de influência. Por fim, são mostradas as diferenças entre Locke e Rousseau, apontando e discorrendo sobre o paradoxo principal do Estado moderno, que se explicita na luta que se trava no seio da sociedade ocidental em relação à busca e ao estabelecimento da prática política exeqüível. Mostra-se que a política factível que constantemente se vê envolvida com a tremenda dificuldade de respeitar, ora a garantia o interesse do indivíduo a partir da vontade individual, ora preservação do interesse comum a partir da noção de uma vontade geral.
