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Dissertações

O Papel do Escravo em Aristóteles e Hegel

Eurico Jorge Nicuia

Dissertação
Autor
Eurico Jorge Nicuia
Orientador(a)
Thadeu Weber
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Eurico Jorge Nicuia. O Papel do Escravo em Aristóteles e Hegel. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Thadeu Weber.3

A presente dissertação tem por objetivo analisar o papel do escravo em Aristóteles e em Hegel, tendo presente os contextos histórico-filosóficos da escravidão (no primeiro capítulo), bem como a abordagem filosófica da escravidão em Aristóteles e em Hegel (no segundo capítulo); finalmente, debruçamo-nos sobre o papel do escravo nos dois filósofos (no terceiro capítulo) onde destacamos os seguintes: - i) doméstico, o único papel descrito por Aristóteles porque o escravo não participava das atividades da cidade a não ser a obtenção de recursos para a satisfação das necessidades da casa (crematística); ii) lógico-ontológico ou a relação interdependente entre as duas consciências-de-si que buscam a certeza-de-si através do aparecer da outra consciência, pela submissão e trabalho da consciência escrava que constituem as formas de luta pela sobrevivência de ambas as consciências. Por conseguinte, ainda neste papel, abordamos a dimensão social da pessoa humana através da categoria da alteridade, pois é inconcebível o “Eu” sem a existência do “Outro”; - iii) ético-político, a partir da teoria do reconhecimento – uma teoria filosófica moderna que conta com a categoria da intersubjetividade que torna possível a formação da consciência individual, o reconhecimento dos sujeitos na sociedade e no Estado e à conquista da liberdade; - iv) gnosiológico a partir da dialética entendida como método e sistema científico a partir dos três momentos da evolução do conhecimento: tese, antítese e síntese. Em Hegel, para que o conhecimento seja verdadeiro, absoluto, científico deve passar por uma enunciação ou afirmação da realidade que se pretende expor (tese); seguindo-se pela crítica ou “negação’ de dados ou afirmações colocadas (antítese) e, por fim, o “desenvolvimento de uma nova afirmação, assumindo pontos importantes e permanentes da posição original, ampliando-a” (síntese). Trata-se do mesmo processo que ocorre na dialética do senhor e do escravo.