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Dissertações

O problema da moral em Ernest Tugendhat: a justiça moral e a motivação para viver moralmente

Danilo Persch

Dissertação
Autor
Danilo Persch
Orientador(a)
Maria Cecilia Maringoni de Carvalho
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS — PUCCAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003Danilo Persch. O problema da moral em Ernest Tugendhat: a justiça moral e a motivação para viver moralmente. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): Maria Cecilia Maringoni de Carvalho.2

Este trabalho consiste num estudo da teoria de Tugendhat sobre o problema da justificação moral. Seu principal objetivo é elucidar o que significa """"uma norma moral estar justificada"""". Para Tugendhat, a palavra """"moral"""" admite diferentes acepções, o que resulta na existência de diferentes concepções morais. Portanto, o sentido da justificação moral consiste em demonstrar que uma determinada concepção moral pode ser mais plausível que outras ou todas as outras concepções moais. No entanto, não há um """"dever"""" absoluto em relação ao cumprimento de normas morais, o fundamento principal da justificação consiste em proporcionar motivos (razões) aos indivíduos para que estes queiram viver moralmente. São características da concepção de justificação moral de Tugendhat: a) autonomia: para Tugendhat normais morais são imperativos gerais. Mas como não existe um """"ter de"""" absoluto, é importante a motivação dos indivíduos para que estes queiram agir moralmente.; b) reciprocidade: agir moralmente significa agir conforme uma concepção moral com um conceito de """"bom"""". O """"bom"""" é entendido intersubjetivamente, ou seja, o que é bom deve sê-lo em """"igual medida para todos"""". Neste sentido uma norma moral está justificada quando todos podem concordar com ela; c) sentimentos morais: o """"ter de"""" (müssen), sem sanção, perderia seu sentido. Para quem não vive moralmente a sanção interna é caracterizada pela culpa e a externa pela indignação dos outros. Estes sentimentos morais comprtilhados formam a base da identidade moral coletiva. Nesta concepção de justificação moral está implícita a harmonização dos princípios da igualdade e da universalização como princípio da imparcialidade.