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Dissertações

O problema da universalização em alguns textos lógicos de Pedro Abelardo

CLÉBER EDUARDO DOS SANTOS DIAS

Dissertação
Autor
CLÉBER EDUARDO DOS SANTOS DIAS
Orientador(a)
Luis Alberto De Boni
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003CLÉBER EDUARDO DOS SANTOS DIAS. O problema da universalização em alguns textos lógicos de Pedro Abelardo. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Luis Alberto De Boni.2

Tendo recebido questões a respeito dos universais através das discussões anteriormente elaboradas por Porfírio de Tiro e Severino Boécio, Pedro Abelardo (1079-1142) propõe o rechaço do nominalismo de Roscelino de Compiègne e do realismo de Guilherme de Champeaux, Goscelino de Soissons e Gualtério de Mortagne. Após a exposição do problema dos universais na Isagoge de Porfírio e a recepção dos problemas por parte de Boécio, apresentam-se alguns aspectos da teoria do conceito na filosofia estóica e as respostas oferecidas ao problema dos universais no ambiente do Realismo, Nominalismo e no Conceitualismo. Analisam-se as críticas de Pedro Abelardo ao Realismo com a exposição das duas teorias realistas defendidas por Guilherme de Champeaux, bem como as críticas abelardianas às duas evoluções decorrentes da segunda teoria realista, conhecidas como teoria da collectio e teoria da conuenientia. Apresentam-se as características do conceitualismo abelardiano, sua teoria do status communis ou similitudo seguida por uma exposição tópica sobre a teoria da abstração presente em alguns textos abelardianos. Discute-se a solução de Pedro Abelardo ao problema dos universais presente na Isagoge de Porfírio em consideração à tríplice significação que Abelardo professa existir nos nomes universais, isto é, a sua significação real, a sua significação intelectual e a sua significação imaginária. Expõe-se a estrutura argumentativa interna da resolução proposta por Abelardo, demonstrando assim, que, segundo o autor; o problema dos universais funda-se sobre um problema lingüístico de uma errônea transferência das propriedades do universal das palavras para as coisas.