- Autor
- Emmanuel Victor Hugo Moraes
- Orientador(a)
- Imaculada Maria Guimarães Kangussu
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO — UFOP
- Programa
- ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
O objetivo desta dissertação é apresentar as relações entre amor e olhar no pensamento .de Plotino. .A filosofia de Plotino edifica-se sobre dois fundamentos: a processão (proodoj) e a .conversão (epistrofh). O primeiro trata da origem de toda a realidade a partir de um .princípio simples e absoluto chamado Um (to en), isto é, a passagem do Um ao múltiplo. O .segundo, do retorno de todas as coisas a sua origem, ou seja, a passagem do múltiplo ao Um. .Do lado da processão, o amor surge como mola propulsora para o derramamento .originário da superabundância do Um, que, sendo livre por ser o que é e como é, não cabe em .si mesmo e, em sua autocontemplação, transborda e dá origem a uma indeterminação que, ao .olhar para o Um, contempla-o, enamora-se por ele e torna-se realidade e vida, Ser e Intelecto. .Do lado da conversão, o amor apresenta-se como privilegiado fio condutor ao Um, Bem .absoluto e anseio supremo de toda alma, possibilitando o retorno de todas as coisas a seu .princípio. .No movimento de vir do Um ao múltiplo, o amor aparece ligado ao olhar .contemplativo que o próprio Um exerce sobre si mesmo e também à necessária contemplação .que aquilo que surge do Um dirige a ele, a fim de que possa tornar-se realidade e vida. A .relação entre amor e olhar aparece também no movimento contrário, que vai do múltiplo ao .Um: a visão do belo recorda a alma de sua origem divina, despertando nela desejo e amor pela .beleza suprema e pela fonte da própria beleza, o Um-Bem.
