- Autor
- Marcio Luiz Miotto
- Orientador(a)
- Vinicius Berlendis de Figueiredo
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ — UFPR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
RESUMO.Essa dissertação é resultado de um projeto maior, intitulado “Sobre a Morte do Homem e a Psicologia, em Michel Foucault”. Esse projeto busca analisar as diversas nuances argumentativas empregadas por Foucault nas críticas às “antropologias”, figuradas em seus livros ditos “arqueológicos”. Para isso, parte-se de uma dupla problematização: a autocrítica feita pelo próprio Foucault a seus escritos dos anos 50, tributários de querelas epistemológicas e de fundação da psicologia e das ciências humanas; e a descrição mesma dessas querelas, tomando como base problemas históricos e epistemológicos da fundação da psicologia (no caso, questões relativas à sua unidade, especificidade e objetividade). Evidenciando a “mudança de nível” ocorrida nas pesquisas foucaultianas entre seus escritos dos anos 50 e 60 (de uma postura contestatória de certas correntes da psicologia e sugestão de alternativas fundacionistas, à denúncia das ciências humanas pelo seu modo de constituição histórica), o presente trabalho busca descrever como um todo a argumentação da primeira arqueologia foucaultiana, priorizando a descrição dos diversos níveis da crítica que História da Loucura empreende ao que se chama nesse livro de “círculo antropológico”. Dois são os enfoques principais da análise do livro: a questão do “sono psicológico”, enunciada por Foucault de passagem, mas que diz respeito ao mesmo tempo à constituição dos conhecimentos modernos e suas relações com outras formas históricas; e a questão da alteridade, realçada pelo próprio Foucault em trabalhos posteriores, cuja radicalização diz respeito não mais a uma crítica à racionalidade moderna, mas a toda racionalidade. ...Palavras-chave: Foucault, arqueologia, história da loucura, psicologia, ciências humanas, doença mental, modernidade, alteridade, humanismo
