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Teses

O Sujeito é de Sangue e Carne: a Sensibilidade como Paradigma Ético em Emmanuel Levinas

LUCIANO DA COSTA SANTOS

Tese
Autor
LUCIANO DA COSTA SANTOS
Orientador(a)
Pergentino Stefano Pivatto
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2007
2007LUCIANO DA COSTA SANTOS. O Sujeito é de Sangue e Carne: a Sensibilidade como Paradigma Ético em Emmanuel Levinas. 2007. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Pergentino Stefano Pivatto.4

Numa leitura itinerante do pensamento de Emmanuel Levinas, que refaz e articula seus principais momentos, intentamos aprofundar o sentido ético da subjetividade enquanto responsabilidade pelo Outro ou um-para-o-Outro, mostrando que o humano se abre com a possibilidade extraordinária de que a alteridade do Outro venha a contar para o sujeito antes que a sua própria identidade para si mesmo. O ponto agudo deste projeto é sustentar que o sentido ético da subjetividade não emerge de modo suficiente sem uma exaustiva referência à sua dimensão sensível e encarnada. Esta articulação nodal entre ética e encarnação, ou responsabilidade e sensibilidade, torna-se patente quando se trata de descrever as dimensões de constituição do sujeito, quer como ser para-si, no gozo sensível e na apropriação econômica das coisas do mundo, quer como um-para-o-Outro, em sua suscetibilidade a ser afetado pela alteridade de outrem e responder por ela com o dom de seus próprios recursos ou, em última instância, com o dom de si mesmo, uma vez que o ser do sujeito primariamente se constitui a partir do que ele frui e tem. Esta afetabilidade responsiva inscrita na sensibilidade humana, que a torna não-indiferente à diferença do Outro antes de seu próprio poder de decisão, é descrita por Levinas com o termo “vulnerabilidade” e tem na maternidade o seu analogon por excelência.