- Autor
- Silvania Gollnick
- Orientador(a)
- João Eduardo Pinto Basto Lupi
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A primeira parte da dissertação é constituída dos comentários ao Tratado 49 (v.3), de Plotino, no qual o filósofo reflete sobre aquilo que seria capaz de autoconheciemnto. Ele começa avaliando o raciocínio e a discursividade, nos quais não encontra tal capacidade, porém, afirma que a alama pode elevar-se a um modo de conhecimento superior à razão, tornando-se o Intelecto. Passa a descrever o processo de intelecção e conclui que há nele conhecimento de si. Mas, a intelecção exige uma unidade transcendente como fundamento e, portando, Plotino passa a quastionar do Uno surge o múltiplo, apresentando a processão e a gênese simultânea do Intelecto e da multiplicidade dos entes. Salienta que o Uno em sua simplicidade e inefabilidade é potência de tudo e termina afirmando que a alma que tenha ascendindo ao Intelecto pode, ao voltar-se exclusivamente para o Uno, ter um contato direto com aquele princípio transcendente se ela abandonar tudo..A segunda parte da dissertação articula os temas que Plotino apresentou. Aprofunda a discussão da gênese conjunta do Intelecto e da multiplicidade de entes, tratando da emanação e da relação estabelecida pelo retorno para o Uno, e do Ente pré-noético, o qual, ao tentar conhecer o próprio Uno produz em si mesmo o uno-múltiplo inteligível. Na continuidade, é a estreita correlação entre os vários níveis ontológicos e os níveis do """"eu"""", mostrando a mobilidade do """"si"""" através dos diferentes graus de unidade e interioridade. Em seguida, as condições a que deve submeter-se o conhecimento para ser verdadeiro conhecimento de si, que é conhecimento do Todo e é representado pela intelecção, um processo no qual, ao intencionar o Uno, o múltiplo delimita essências produzindo inteligíveis. Tal processo é não-discurssivo e tem de ser desdobrado e fragmentado para ser expresso no discurso. Quanto ao Uno, há impossibilidade de expressá-lo, tendo em vista sua potência infinita e sua simplicidade absoluta; pode-se, porém, falar sobre o Uno com um discurso apofático. Ao final, é avaliada a acesse plotiana e a propriedade de qualificá-la como mística.
