Oposição e Colisão Trágica da consciência de si:: Hegel leitor fenomenológico da tragédia “Sete contra Tebas”, de Ésquilo.
Gonzalo Tinajeros
- Autor
- Gonzalo Tinajeros
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 4 / 7
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.34024/limiar.2017.v4.9212
- Páginas
- 36-58
- Idioma
- pt
Dentro das representações artísticas com conteúdos éticos profundos, vibrantes e paradoxalmente polêmicos na antiguidade arcaica e clássica, destacam-se as tragédias gregas nos estudos hegelianos sobre teatro e literatura. Hegel encontrou nas formas de expressão da linguagem trágica o logos mais elevado da arte antiga, fornecido de um altíssimo valor conceitual nos diálogos contrapostos (entgegengesetzten) dos personagens expressos nos seus gestos e principalmente nas suas ações com conteúdos estéticos, éticos, políticos e filosóficos; ao mesmo tempo, conteúdos claros e obscuros, decifrados e sofridos nos acertos e nos enganos pelos heróis trágicos. Hegel retomou, na Fenomenologia do Espírito e nos Cursos de Estética, os conflitos éticos apresentados magistralmente pelo tragediógrafo Esquilo, e os reelaborou em estudos fenomenológicos e estéticos sobre a colisão trágica no mito tebano da guerra heroica.
