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Dissertações

Os limites ao poder papal no De Imperatorum et Pontificum Potestate, de Guilherme de Ockham

JOSÉ DE OLIVEIRA BARBALHO

Dissertação
Autor
JOSÉ DE OLIVEIRA BARBALHO
Orientador(a)
JOSÉ ANTÔNIO DE C. R. DE SOUZA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1997
1997JOSÉ DE OLIVEIRA BARBALHO. Os limites ao poder papal no De Imperatorum et Pontificum Potestate, de Guilherme de Ockham. 1997. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): JOSÉ ANTÔNIO DE C. R. DE SOUZA.2

No De Imperatorum et Pontificum Potestate, Ockahm procura mostrar aquilo que ele já havia feito nas obras anteriores, a saber: os limites ao poder papal são absurdamente violados, tanto na esfera espiritual quanto na secular. Com efeito, o Venerabilis Inceptor está convencido de que tais limites precisam ser claramente apresentados a todos os fiéis e por eles sabidos, a fim de que eles, tomando consciência da sua existência, possam se prevenir ( praevalere ) e se precaver ( praecavere ) contra as ações de qualquer Romano Pontífice que venham gerar tribulações à Societati Christianae, e se desvencilhar das peias de um governo papal tirânico. Ademais, estando tais limites determinados, e passando a ser respeitados, julga o Princeps Nominalium, que os clérigos e leigos que integram a Christianitas terão novamente condições de viver em paz, concórdia e harmonia, e de não mais suportar uma situação de cativeiro, em que os direitos e a liberdade estão sendo violados. Contudo, o mais impressionante no IPP é que, no seu esforço de relevar aqueles limites e condenar a Hierocracia, o Autor do Dialogus revela aspectos da sua filosofia política, ou melhor, demonstra estar preocupado com a natureza e justificação das instituições coercivas, particularmente a Igreja.