- Autor
- ISABEL MARQUES ELVIRA
- Orientador(a)
- Franklin Leopoldo e Silva
- Universidade
- FACULDADE DE SÃO BENTO — FSB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Nesta dissertação, de um lado, discutiremos performances artísticas a partir da body art, na qual há uma violenta investida contra o corpo, por meio de obras de artistas como: Chris Burden, Gina Pane, Marina Abramovic, Orlan, Stelarc, Marcel.lí Antúnez Roca, dentre outros; por outro, de modificações corporais extremas através da tatuagem, implantes, piercing etc. Nesse contexto nos perguntamos: de que forma as práticas artísticas pós anos 70 até a atualidade, em que o corpo torna-se tela e objeto de arte, nos aproximaria das fronteiras entre o belo e o sublime? Quais os limites do corpo nessas manifestações? Nossa proposta é de uma reflexão filosófica, a partir do conceito de belo e do sublime burkeano, kantiano e lyotariano, como categoria estética, em que deslocando-o da esfera da natureza para a arte, nos permitiria acesso à possibilidade de compreensão, especialmente, do sublime, na utilização do corpo para tais práticas. Diante de manifestações artísticas ou não, cujo corpo é modificado, metamorfoseado, transmutado e acoplado a novas tecnologias, pretendemos problematizar o contexto social no qual essas manifestações vêm sendo produzidas. Entendendo que a partir do momento em que o corpo foi utilizado como substrato artístico e como catalizador de problemas sócio-politico-econômicos, a noção deste se altera em função de novas propostas, gerando novas formas de arte. Desenvolvemos como tópicos principais três momentos de mudança com o corpo: o corpo metamorfoseado: body modification; o corpo: sujeito e objeto de arte com performances da disgusting art; e o corpo mutante, híbrido homem/máquina.
