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Os Sentidos de Compreensão nas Teorias de Weber e Habermas

José Geraldo A. B. Poker

Autor
José Geraldo A. B. Poker
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
36 / 1
Ano
2013
DOI
10.1590/S0101-31732013000400014
Páginas
221-244
Idioma
pt
2013José Geraldo A. B. Poker. Os Sentidos de Compreensão nas Teorias de Weber e Habermas. Trans/Form/Ação, v. 36, n. 1, p. 221-244, 2013.2

Partindo do pressuposto de que a teoria social elaborada por Habermas em muito se assemelha àquela construída por M. Weber, procedeu-se a um estudo comparativo com a intenção de identificar as formas pelas quais Weber e Habermas elaboraram o conceito de compreensão, ao mesmo tempo em que e o elegeram, cada um a seu modo, como instrumento metodológico adequado às dificuldades da produção de conhecimento científico nas Ciências Sociais. Tanto para Weber, como para Habermas, o conhecimento nas Ciências Sociais não consegue escapar das influências diretas da subjetividade do cientista, como também não é capaz de se proteger das contingências histórico culturais aos quais inevitavelmente toda ação humana está vinculada. Por isso, fundamentados em suas próprias razões, tanto Weber quanto Habermas apontam a compreensão como a forma possível deconhecimento, o que implica a renúncia às pretensões explicativas e à produção de teorias gerais de fundamentação última, que são típicas das ciências convencionais.-