Para além de uma filosofia contemplativa: crítica à posição doxica de Husserl a partir de Heidegger.
GABRIEL JOSE CORREA MOGRABI
- Autor
- GABRIEL JOSE CORREA MOGRABI
- Orientador(a)
- FERNANDO AUGUSTO DA ROCHA RODRIGUES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O objetivo e a estrutura global da dissertação é (a) mostrar as insuficiências do modelo filosófico do subjetivismo transcendental de Husserl assumido com a époché, indicando como esse modelo falseia o modo como nós nos compreendemos bem como (b) apresentar uma alternativa a esse modelo a partir de Heidegger. Trata-se de fazer uma crítica ao paradigma filosófico doxico-contemplativo e, desta maneira, não-prático que considera a relação homem-realidade entendida a partir de uma concepção meramente cognitiva e, no caso de Husserl, intencional. Esta postura tradicionalmente afirmada a partir da relação doxica sujeito-objeto e a noção de constituição é aqui nosso alvo. Em contrapartida se apresenta uma leitura de Ser e Tempo que possa superar este paradigma de linguagem afigurativo-descritivo e o paradigma de subjetividade que o acompanha onde a postura é doxico-contemplativa. Husserl e Heidegger são os escolhidos para que possamos registrar a quebra com os paradigmas da fenomenologia tradicional em favor do advento de uma nova fenomenologia ontológica, onde a questão e uma análise de existenciais do ser-no-mundo ou, dito de maneira ainda mais pragmática, as estruturas fundamentais deste que, desde sempre, tem de agir no mundo.
