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Para aquém da Reivindicação: a experiência da dependência nos primeiros escritos de Mary Wollstonecraft

Sarah Bonfim Matos Nunes

Autor
Sarah Bonfim Matos Nunes
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
29 / 2
Ano
2024
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v29i2p53-71
Páginas
53-71
Idioma
pt-BR
2024Sarah Bonfim Matos Nunes. Para aquém da Reivindicação: a experiência da dependência nos primeiros escritos de Mary Wollstonecraft. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 29, n. 2, p. 53-71, 2024.2

Quando se toma consciência da própria dependência? No caso de Mary Wollstonecraft foi ao se deparar com o retrato do tirano feito por John Locke. Motivada por ele, Wollstonecraft lança mão da escrita de obras ficcionais para elaborar suas inquietações. O objetivo deste artigo é olhar para essas obras iniciais e analisar como a filósofa elabora a experiência da dependente nelas. Embora o tema da dependência feminina seja central na Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792), ele já aparece de maneira embrionária nos primeiros escritos dela, publicados entre 1786-88. Nessas primeiras obras vemos a gênese de uma potente teórica política.