Pensamento Desinteressado: a pergunta pela estética no fim da metafísica
Pedro Duarte de Andrade
- Autor
- Pedro Duarte de Andrade
- Orientador(a)
- Eduardo Jardim de Moraes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O objetivo da dissertação é caracterizar o pensamento a partir da exigência.de uma consideração da estética, isto é, do mundo sensível, no contexto de.esgotamento da compreensão metafísica que a opunha ao supra-sensível. Em.outras palavras, trata-se de formular a questão sobre o acesso do pensamento.à realidade sem recorrer aos parâmetros transcendentes tradicionais que,.embora garantissem orientação, também submetiam o mundo sensível a regras.prévias estranhas a ele. No contexto moderno, essa possibilidade ganhou.corpo, talvez pela primeira vez, na reflexão de Kant sobre o belo. Nela, a.experiência estética tornou-se livre dos interesses cognitivos ou morais que.a submetiam a um regime conceitual ou racional. Isso significou a abertura.para uma maneira desinteressada de pensar, a partir da qual não mais se.pergunta a verdade """"sobre"""" uma coisa, mas sim a verdade """"da"""" coisa. Ou seja,.ao invés de subsumir um particular a uma regra universal prévia, o.pensamento desinteressado precisa achar a universalidade daquele particular.na sua singularidade, precisa achar a verdade que mora na coisa, e não fora.dela. Sob a égide dessa questão, buscou-se detalhar a interpretação do.desinteresse, o que levou não só ao exame de sua presença no pensamento de.Kant, mas também no de Schopenhauer e Nietzsche, além de referências,.explícitas e implícitas, a autores contemporâneos, especialmente Martin.Heidegger, Walter Benjamin e Hannah Arendt.
