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Dissertações

PENSAMENTO SIMBÓLICO E.NOTAÇÃO MUSICAL

Fabrício Pires Fortes

Dissertação
Autor
Fabrício Pires Fortes
Orientador(a)
Abel Lassalle Casanave
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Fabrício Pires Fortes. PENSAMENTO SIMBÓLICO E.NOTAÇÃO MUSICAL. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RS. Orientador(a): Abel Lassalle Casanave.2

Esta dissertação visa caracterizar a notação musical enquanto sistema.representacional em que opera um tipo de pensamento simbólico. Nesse sentido, as.operações realizadas nessa notação são entendidas como pura manipulação de.signos, sem a necessária consideração do designado. Entretanto, essa.caracterização se defronta com a pergunta pela possibilidade do pensamento.simbólico. Tal questão pode ser formulada à seguinte maneira: como é possível.garantir a correção dos resultados obtidos pela manipulação simbólica, enquanto.pura manipulação de signos sem atenção aos significados? Com vistas a oferecer.uma resposta consistente a essa pergunta, recorre-se à noção leibniziana de.pensamento (ou conhecimento) cego ou simbólico, e a certas funções a ela.associadas. A partir de um exame de três funções exercidas pelos signos – a saber,.função de sub-rogação, função de cálculo e função ectética – bem como de uma.análise dos elementos básicos da notação musical tradicional, busca-se caracterizar.o “pensamento musical” como um tipo de operação puramente formal. Isso pode ser.observado pela atenção ao caráter estrutural da própria música ocidental, em que.noções como a de Escala e a de ritmo são entendidas como modos de organização.formal nas quais opera um certo tipo de cálculo. Assim, os signos da notação.musical não executam simplesmente a função de substituir imagens acústicas, mas.exibem ou “tornam visíveis” certos aspectos estruturais dessas imagens. Ora, essa.exibição é atribuída também, em diferentes sentidos, a outros sistemas.representacionais, como os diagramas, algumas linguagens artificiais e até mesmo.algumas formas alternativas de simbolismo musical, como os chamados grafismos,.propostos por compositores do século XX. Nessa perspectiva, a estratégia aqui.empregada passa pela comparação entre a notação musical tradicional e diferentes.formas de representação, buscando identificar essa notação como um tipo de.representação ectética. Como conclusão, caracteriza-se a notação musical como.elemento constitutivo da própria música, e não simplesmente como um código.secundário.