PERSONALISMO ÉTICO E TRABALHO EM MAX SCHELER COMO FUNDAMENTO DE UMA ÉTICA SOCIAL.
Luiza Jandira Varela de Araújo
- Autor
- Luiza Jandira Varela de Araújo
- Orientador(a)
- Washington Luiz Martins da Silva
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A dissertação, apoiada na antropologia scheleriana, tem como intuito verificar o personalismo e o trabalho apontados para o âmbito metafísico, assim entendido por Max Scheler, em que se dá a passagem do homem do estado de natureza para o estado cultural. Parte-se da investigação dos conceitos de pessoa e ato, conduzida pelo nosso autor sob o enfoque fenomenológico de Edmund Husserl, e a sua relação com a cultura, tendo a filosofia do trabalho como fio condutor. Pontuamos, também, as concordâncias e divergências que são apontadas, primeiro, entre Scheler e Ernst Cassirer quanto a ato e sentido como correlativos da cultura; e, segundo entre Scheler e o entendimento de ato e potência por Tomás de Aquino no qual é ressaltada a relação entre ser e essência. É nesse ponto que, antropologicamente, foi observado que se instala uma possível correspondência da atividade POIÉTICA, a partir de registros de Aristóteles principalmente na ÉTICA A NICÔMACO e na METAFÍSICA, com a moderna noção do trabalho. Nosso enfoque situa-se neste horizonte e percorremos o caminho da Filosofia do Trabalho scheleriana no sentido daquele âmbito metafísico em que, pragmaticamente, o homem realiza a passagem de um estado (natureza) a outro (cultura) e tentar compreender como esse homem, ao realizar essa compenetração espírito e vida, torna-se pessoa que existe exclusivamente na realização de seus atos. Registramos, por fim, a possibilidade acenada pelo filósofo da passagem de uma metafísica de âmbito fenomenológico-eidético para uma metafísica que se pode denominar de prático-poiética, a partir da sua contribuição à teoria da percepção em que integra os princípios pragmáticos e fenomenológicos.
