PODER E DISCIPLINA NA EDUCAÇÃO : UMA ANÁLISE FOUCAULTIANA
Carlos José de Melo Moreira Moreira, Verônica Lima Carneiro Moreira
- Autor
- Carlos José de Melo Moreira Moreira, Verônica Lima Carneiro Moreira
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 26 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42091
- Idioma
- pt
Resumo A educação contemporânea enfrenta desafios relacionados à uniformização do pensamento, intensificados pelas mídias digitais, avaliações padronizadas e pelo uso indiscriminado de inteligências artificiais por estudantes, muitas vezes sem critérios éticos, comprometendo a formação de sujeitos críticos e autônomos. Nesse contexto, a pesquisa buscou responder à seguinte questão: como as categorias de poder e disciplina, discutidas por Michel Foucault, ajudam a compreender as práticas pedagógicas da escola contemporânea e os desafios que surgem com as tecnologias digitais e as inteligências artificiais? Para tanto, o estudo teve como objetivo geral analisar como as categorias foucaultianas de poder e disciplina contribuem para compreender o funcionamento da escola e seus efeitos sobre as práticas pedagógicas contemporâneas. A metodologia utilizada foi bibliográfica, com levantamento sistemático e análise crítica das obras de Michel Foucault e da literatura especializada sobre dispositivos disciplinares em instituições escolares. Foram examinados elementos como a organização do espaço e do tempo escolar, práticas avaliativas e mecanismos de governamentalidade, articulando essas práticas com conceitos foucaultianos centrais relacionados à produção de subjetividades, biopolítica e controle social. Os resultados indicaram que, embora a escola continue marcada por processos de vigilância e normatização, emergem possibilidades de resistência por meio de práticas pedagógicas diversificadas, críticas e participativas, capazes de promover autonomia, criatividade e valorização da pluralidade. Concluiu-se que o referencial foucaultiano oferece subsídios consistentes para problematizar o caráter disciplinador da escola e refletir sobre ambientes pedagógicos emancipatórios, nos quais tecnologias digitais e inteligências artificiais possam ser incorporadas de forma ética, crítica e inclusiva. Palavras-chave: Subjetividade; Normalização; Biopolítica; Resistência; Controle.
