"""" Por que não ser cruel? - a Redescrição Rortyana da Crueldade""""
EDINALVA MELO FONTENELE
- Autor
- EDINALVA MELO FONTENELE
- Orientador(a)
- Aldir Araújo Carvalho Filho
- Universidade
- FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ — FUFPI
- Programa
- ÉTICA E EPISTEMOLOGIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Esta dissertação tem como tema primeiro o conceito de crueldade.assumido e redescrito por Richard Rorty: “crueldade é a pior coisa que podemos.praticar”. Por meio desse conceito, fizemos uma breve incursão pela proposta.rortyana de substituição da filosofia tradicional por uma cultura literária e.passamos por considerações acerca da metodologia redescritiva e da eleição do.romance como o principal veículo do progresso moral. Acompanhamos também,.através da leitura de dois romances: Lolita e 1984, a redescrição do que.chamamos de a pequena e a grande crueldade. E, finalmente, chegamos às.sugestões rortyanas de como evitar e combater a crueldade, redundadas numa.utopia liberal — a utopia da solidariedade social. Sem pretensões de cotejo entre.as interpretações de Rorty e as inúmeras idéias dos pensadores com quais ele.conversa, nos limitamos a entremostrar a sua extensa tentativa de abandono dos.principais cânones da história do pensamento ocidental. Com proposições.conceituais como ironismo liberal, redescrição, antiantietnocentrismo, distinção.público/privado e solidariedade como “intenções-nós”, Rorty apresenta posições.controversas e bastante profusas, traz um vocabulário novo, constrói versões.alternativas sobre as possibilidades e usos da razão, da sensibilidade, do.conhecimento, da arte e da moralidade.
