Por que rejeitar o reducionismo em Ética? Falácia Naturalista e Superveniência Moral na Obra de G. E. Moore
FERNANDO DA COSTA CARDOSO
- Autor
- FERNANDO DA COSTA CARDOSO
- Orientador(a)
- LÍVIA MARA GUIMARÃES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
A presente dissertação aborda, no plano metaético, a questão da naturalização da ética a partir dos trabalhos de G. E. Moore (1873-1958). Moore desenvolveu uma argumentação visando testar a validade de uma ética naturalizada. Sua resposta inicial apresentada no livro Principia Ethica (1903), negativa, passa pela constatação de que todas as tentativas nesse sentido acarretam um erro fundamental, a saber, a falácia naturalista, falácia essa que seria confirmada pelo experimento do argumento da questão aberta. Dessa posição inicial, nosso autor passou à defesa de uma posição não-naturalista no campo da ética. No entanto, as dificuldades em torno dessa posição levaram-no a uma revalidação de suas posições iniciais e ao que pode ser considerado uma descoberta: o caráter superveniente das propriedades morais frente as propriedades naturais. É esse percurso que procuramos percorrer e compreender na dissertação.
