- Autor
- André Luís Gonçalves
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 15 / 29
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p430-443
- Páginas
- 430-443
- Idioma
- pt
O propósito desse artigo é apresentar as considerações que o filósofo pragmatista estadunidense Richard Rorty faz em relação à verdade. As críticas proferidas por ele aos sistemas filosóficos metafísico-platônicos-fundacionistas demonstram um certo ceticismo frente a proposta de encontrar fundamentos epistemológicos universais, tanto para o conhecimento, quanto para a ação humana. O que pretendemos mostrar é que, para Rorty, na diversidade também se constroem verdades sem a necessidade de nenhuma apelação para teorias universais e absolutas do conhecimento. O uso acautelado do termo verdade supõe que um conjunto de crenças podem ser consideradas verdadeiras apenas pelo fato de estarem bem justificadas e não pelo número de pessoas concordando e aderindo à esse conjunto de crenças. Rorty discorda da existência de uma essência pura própria dos conceitos e, consequentemente, que haja uma essência da verdade a partir dos conceitos. Será possível perceber que as críticas que ele faz às teorias metafísicas do conhecimento com relação a verdade servem como um tipo de preparação para o desenvolvimento de toda a sua filosofia moral.
