- Autor
- Fernanda Pereira Augusto da Silva
- Orientador(a)
- ANDERSON D´ARC FERREIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
A análise da senso-percepção é fundamental para a compreensão da .proposta cognitiva de Aristóteles, bem como para a eficiência do complexo da .cognição. Para compreendê-la é necessário começar pelo estudo da relação entre .corpo e alma, integrados nos conceitos constitutivos da teoria hilemórfica, a saber: .matéria, forma, ato, potência. Mas o hilemorfismo é uma teoria mereológica: o .funcionamento do todo é assegurado pelo funcionamento análogo de cada uma das .partes. A faculdade senso-perceptiva é a que primeiro caracteriza o animal e deve .ser compreendida segundo a teoria hilemórfica. A senso-percepção ocorre em ato .quando o sentido – que, enquanto potência, é capaz de receber formas sensíveis – .é movido conforme o movimento do meio, advindo do ato do percebido. Por isso, a .senso-percepção consiste em receber a forma sensível sem a matéria. Ao final .desse processo, o percipiente torna-se igual à forma do percebido. Mas apenas a .senso-percepção dos próprios pode ser infalível, porque conecta dois atos: da .percepção e do percebido. Já a imaginação é um movimento decorrente do ato da .percepção sensível. É um complexo de operações cuja função é ligar a sensação ao .pensamento. Essa função “positiva” é compensada por outra, “negativa”, de .estabelecer as condições de possibilidade do engano e da falsidade. Sobre ela .incidem os dois pensamentos: “passivo” e “produtivo”. Enquanto o primeiro capta os .produtos da síntese da senso-percepção e imaginação, ao segundo cabe a função .de garantir que o produto final da cognição reproduz a realidade tal como ela é, .consumando o ato cognitivo perfeito. . .Palavras-chave: Aristóteles, senso-percepção, hilemorfismo, cognição.
