- Autor
- Márcio Gimenes de Paula
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.52521/poly.v18i3.16358
- Páginas
- e25046
- Idioma
- pt
O objetivo do presente artigo é avaliar, a partir de uma leitura fragmentária da obra de Kierkegaard, a tese de que o pensador dinamarquês, a despeito da cronologia e da sua filiação aos temas filosóficos do século XIX, aproxima-se de vários aspectos do modo medieval de se fazer filosofia. A investigação parte, na realidade, de uma tese afirmada pelo seu próprio pseudônimo Vigilius Haufniensis, autor da obra O Conceito de angústia. Assim, a partir de tal afirmativa ali exposta, o intuito é avançar para outras obras do autor e verificar o quanto sua afirmação da subjetividade é, na realidade, uma compreensão de que, aos seus olhos, o tema da subjetividade e o seu aprofundamento é, por assim dizer, um tema medieval. A tese parece instigante e contrasta com a consagrada afirmação de que a subjetividade teria seu nascedouro e afirmação na modernidade. Para tal investigação iremos nos valer de fragmentos da obra kierkegaardiana e comentários de pesquisadores da temática.
