Sobre a acrasia em Aristóteles: sua possibilidade, a abordagem dialética e a resposta antissocrática ao problema.
FERNANDO MARTINS MENDONÇA
- Autor
- FERNANDO MARTINS MENDONÇA
- Orientador(a)
- ALCINO EDUARDO BONELLA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA — UFU
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Essa dissertação tem como objetivo ligar as diversas passagens em que Aristóteles trata da acrasia na Ethica Nicomachea, mostrando que elas formam uma noção clara e consistente desse tipo de ação. Essa noção também é consistente com a abordagem da acrasia no livro VII 1-3, onde Aristóteles trata a acrasia de modo dialético. O método dialético usado, levado a sério, mostrará que Aristóteles salva os phainomena, que são as opiniões aceitas acerca da acrasia, e recusa fortemente a tese socrática, segundo a qual a acrasia não existe porque ninguém pode agir contra o conhecimento que possui. Em vista disso, a interpretação proposta se colocará fortemente contrária à interpretação que atribui a causa da acrasia á ignorância de algum dos elementos do silogismo prático.
