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Dissertações

SOBRE O CETICISMO CARTESIANO: PROPOSTAS ANTICÉTICAS DE WITTGENSTEIN EM DA CERTEZA

GERALDO DAS DORES DE ARMENDANE

Dissertação
Autor
GERALDO DAS DORES DE ARMENDANE
Orientador(a)
Maria Cristina de Tavora Sparano
Universidade
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ — FUFPI
Programa
ÉTICA E EPISTEMOLOGIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011GERALDO DAS DORES DE ARMENDANE. SOBRE O CETICISMO CARTESIANO: PROPOSTAS ANTICÉTICAS DE WITTGENSTEIN EM DA CERTEZA. 2011. Dissertação (MESTRADO em ÉTICA E EPISTEMOLOGIA) — FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ, PI. Orientador(a): Maria Cristina de Tavora Sparano.2

O objetivo desta dissertação é apresentar as contribuições do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein para o debate filosófico em torno do problema do ceticismo cartesiano ou ceticismo sobre o mundo exterior, a partir de uma leitura aprofundada do derradeiro trabalho do pensador intitulado Da Certeza. Esse texto aponta o fracasso do filósofo britânico George Edward Moore em sua tentativa de refutar o idealismo filosófico e o ceticismo. Em seus dois ensaios: Uma defesa do senso comum e Prova de um mundo exterior, Moore defende um conjunto de truísmos óbvios do senso comum como prova contra o idealismo filosófico. Wittgenstein reconhece que as proposições mooreanas são interessantes do ponto de vista filosófico, mas não respondem ao desafio posto pelo filósofo idealista e cético. O ceticismo cartesiano, segundo o filósofo austríaco, é derivado do mau uso da linguagem, e é na linguagem, portanto, que esse problema filosófico deve ser diagnosticado, tratado e curado por meio dos procedimentos terapêuticos do uso da gramática dos operadores epistêmicos de duvidar/saber, dentro dos contextos de forma de vida (Lebensform). Dessa forma, esta dissertação busca analisar as duas contribuições de Wittgenstein em Da Certeza: a terapia dos usos dos operadores epistêmicos de duvidar/saber e a noção de contexto de uso dos jogos de linguagem, o fundamento lógico de sentido da ação e do pensamento humano, e ligado a essa noção, buscaremos estabelecer uma interface com as teorias contextualista contemporâneas trabalhadas por epistemólogos contextualistas contemporâneos como Stewart Cohen e Keith DeRose, buscando identificar o que existe de semelhante e diferente entre as essas duas abordagens anticéticas.