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Sobre o Pensamento Filosófico e sua sobrevivência num mundo técnico - estudos a partir da obra de Martin Heidegger

Edgar de Brito Lyra Netto

Tese
Autor
Edgar de Brito Lyra Netto
Orientador(a)
Eduardo Jardim de Moraes
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2003
2003Edgar de Brito Lyra Netto. Sobre o Pensamento Filosófico e sua sobrevivência num mundo técnico - estudos a partir da obra de Martin Heidegger. 2003. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Eduardo Jardim de Moraes.2

A problema está adequadamente descrito no título: Sobre o Pensamento Filosófico e sua Sobrevivência num Mundo Técnico. Martin Heidegger (1889-1976), tanto pela obra como pela sua tensa inserção na cena contemporânea, foi o pensador escolhido como fio condutor e unificador de uma pesquisa que tende tanto a desdobrar-se em várias outras, como a dobrar-se sobre si mesma, posto que também sua própria existência, enquanto trabalho filosófico feito num mundo cada vez mais técnico, põe-se como problema. Questões como as do modo de ser, mudar ou adaptar-se desse pensamento, da sua constituição, atualização ou destruição na relação entre os vários pensadores, vivos e mortos, mais amplamente, da sua relação com um mundo do qual simultaneamente depende e tem que transformar - relação essa que, tratada na sua complexidade, envolve dimensões históricas, lingüísticas, físicas, políticas e, claro, técnicas -, enfim, todas essas questões perfazem a constelação com que a tese lida, e em meio à qual precisa fazer-se. Além da escolha de Heidegger como foro de aglutinação de todos esses problemas, geralmente em discussões com pensadores a ele diferentemente ligados, como Marx, Lukács, Adorno, Schürmann, Arendt, Habermas, Vattimo, Derrida, Rorty, Loparic, Safranski e Sloterdijk, perpassa todo o trabalho uma importante questão, que é a da possível disposição - equivalente ao espanto posto por Platão e Aristóteles no princípio da filosofia - para se pensar criativa, abrangente e profundamente, num mundo cada vez mais segmentado e instrumental. A forma escolhida para o desenvolvimento da tese, dados esses dobramentos e desdobramentos todos, foi a de uma compilação de estudos e ensaios, decerto ligados entre si pelo tema, o problema da sobrevivência do pensamento filosófico na contemporaneidade, mas também por uma rede de possíveis remissões internas: aquilo que um ensaio (que pode ser lido separadamente) deixa em aberto, é retomado em outro, anterior ou posterior. Sobretudo, essa escolha se origina de uma busca real, não apenas temática, do que venha a ser uma boa praxis pensante, plástica, possível, atenta ao mundo.