Sobre o phármakon na medicina e na filosofia do período clássico grego
Lucio Lauro Barrozo Massafferri Salles
- Autor
- Lucio Lauro Barrozo Massafferri Salles
- Revista
- Revista Enunciação
- Edição
- 3 / 2
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.61378/enun.v3i2.51
- Idioma
- pt-BR
A noção de phármakon (remédio) não diz respeito somente a qualquer substância capaz de provocar a harmonia da saúde, a cura, ou mesmo a letalidade, dependendo da ocasião (kairós) de sua ação ou de sua dosagem. As palavras, faladas ou escritas, também são capazes de agir como uma droga potente sobre a psiquê, tal como propõe Górgias, no Elogio de Helena. Nesta obra, Górgias estabelece uma analogia entre a linguagem e os remédios, aproximando os campos de saber poético e médico, para analisar a potência da linguagem humana. Norteadas por passagens do Corpus Hipocrático, as reflexões desenvolvidas neste artigo resultam de um trabalho de mapeamento e de investigação das ocorrências do phármakon na medicina grega antiga, com o propósito de analisar proximidades entre essa antiga arte e a filosofia praticada na Grécia Clássica.
