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Dissertações

Sublimação - O Sublimar e o Sublime

Regina Fabbrini

Dissertação
Autor
Regina Fabbrini
Orientador(a)
Dulce Maria Critelli
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1996
1996Regina Fabbrini. Sublimação - O Sublimar e o Sublime. 1996. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Dulce Maria Critelli.2

Este trabalho tem como tema principal um conceito psicanalítico, a sublimação, enquanto o que foi passível de conduzir a um diálogo com alguns conceitos que se encontram mum campo bastante distinto e bem definido: o da ontologia hedeggeriana. Para construirmos este possível diálogo delineamos primeiramente aquilo que constitui o fundamento da teoria psicanalítica: a sexualidade. Acompanhamos como Freud, através de sua obra, retira a sexualidade do âmbito do instintivo, compreendendo o comportamento, o agir sexual, como ligado às pré-determinações gestadas nas relações primárias do sujeito com as figuras materna e paterna, primeiras representantes do mundo e sociedade humana. A diferença entre o instintivo e o pulsional, típico do homem, supõe que nada chega ao sujeito através da linguagem. Na medida que a sublimação foi definida por Freud como aquela que transforma a sexualidade em linguagem, é que nosso interesse nela se centrou. Seguimos neste trabalho suas modificações ao longo do tempo, delimitando o que subsuminos e nomeamos sob sua rubrica. Uma vez isto feito buscamos em Heidegger elementos que pudessem: a) responder um impasse teórico importante que encontramos no interior da obra de Freud: a sublimação como um destino singular x sublimação como imposição coletiva; b) ampliar a compreensão do mesmo, levando em conta quais os elementos ontológicos que estavam em jogo neste impasse; c) destacar o que estava implicado na sublimação enquanto um destino pulsional singular. Guiamos-nos primeiramente pela fenomenologia do estar-aí no Ser e Tempo, nela destacando os modos de ser próprio e impróprio, que iluminaram para nós os elementos subjacentes ao impasse freudiano, oferecendo-nos a possibilidade de ampliarmos a compreensão daquilo que o conceito de sublimação portava enquanto polissêmico. O aprofundamento deste aspecto foi possível aos trazermos alguns ensaios de Heidegger, referidos à segunda parte de sua obra, especialmente dedicados à análise da linguagem e a fenomenologia da """"coisa"""". Pudemos compreender que sendo a sublimação aquela que mais se afasta do """"natural"""", é quem mais nos dá a perceber algo sobre o que seria a """"natureza"""" do humano: ao se desviar o homem é aquele que pôde dar de encontro e acolher tudo aquilo de que se distanciou.