Suppositio, significatio e a questão da referência: - uma leitura da semântica ockchamiana
JOICE BEATRIZ DA COSTA
- Autor
- JOICE BEATRIZ DA COSTA
- Orientador(a)
- Roberto Hofmeister Pich
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Partimos da seguinte pergunta: Existe uma semântica em Ockham? A resposta afirmativa para essa pergunta nos levou a especificar, no primeiro capítulo, que tipo e que elementos a compõem. Isto porque Ockham defendeu que a parte fundamental da proposição é o termo, o que o levou a escrever uma lógica dos termos. Posteriormente, analisamos a significatio, que é a propriedade dos termos relacionada intimamente com a propriedade da suppositio. Essas duas propriedades são fundamentais na relação semântica entre as palavras e as coisas. A primeira, é a ?condição de possibilidade? para a existência da segunda. No entanto, a segunda propriedade, para Ockham, toma o lugar da primeira ao fazermos a pergunta: Como a referência toma ou está no lugar das coisas à que se refere? Ora, a suppositio trata exatamente do modo como isso acontece e nunquam nisi in propositione. Essa é a marca que diferencia Ockham de seus predecessores quanto a relação entre a significatio e a suppositio. A análise da suppositio consiste em identificar os modos possíveis de referência de um termo na proposição, pois é nela que o termo está no lugar de alguma coisa. O terceiro capítulo trata dessa propriedade na ótica de Ockham. A suppositio pode ser vista como referência? Se a tomarmos de maneira restrita, temos que negar esta possibilidade; de modo contrário, se a tomarmos de maneira ampla, esta possibilidade será afirmada. Isto significa que ao levarmos em conta a posição nominalista de Ockham e a perspectiva contemporânea da corrente que vê positivamente esta aproximação (como Claude Panaccio), então tal aproximação é possível. O quarto capítulo ocupa-se, de um lado, em compreender as duas posições contemporâneas ? uma defende o olhar negativo e a outra defende o olhar positivo ? no modo de abordar a suppositio e a questão da referência, e de outro, destacar a segunda perspectiva
