Teoria dos Atos de Fala: Performativo e Constatativo
Helcia Macedo de Carvalho Diniz e Silva
- Autor
- Helcia Macedo de Carvalho Diniz e Silva
- Orientador(a)
- André Leclerc
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
O que é um ato de fala? É um ato normalmente realizado através de proferimentos. É toda seqüência de palavras pronunciadas que tem, normalmente, uma certa força (excluindo aqui os atos subsidiários de referência e de predicação). Um tal ato de fala tem normalmente como objetivo provocar no ouvinte um ou vários efeitos (ilocucionários e perlocucionários) e levá-lo a uma certa transformação. Assim, o falante que emite um enunciado efetivo está realizando um ato de fala (ou vários), desde que tenha a intenção de produzir algum efeito no ouvinte. Para Austin, além de servir para descrever, as palavras são também empregadas para agir (prometer, questionar, ordenar, batizar etc.)..De acordo com Danilo M. S. Filho, apresentador da tradução da obra de Austin Quando dizer é fazer, a teoria dos atos de fala “insere-se na tradição britânica da filosofia analítica inaugurada por G. E. Moore, B. Russell e L. Wittgenstein nas primeiras décadas de nosso século”. Na filosofia analítica, quem primeiro apresentou um conceito desenvolvido de atos de fala é Austin, o qual batizou a mais importante categoria de atos de fala com o nome de “atos ilocucionários”..A partir do início do século XX, a investigação filosófica preocupa-se com a estrutura da linguagem. Pela primeira vez a filosofia assume como problema a questão da linguagem, até então abordada de modo não muito expressivo. Em particular, a Filosofia da linguagem comum, com Austin, Strawson, Grice etc., mudou consideravelmente o caráter desta investigação. Posteriormente, Austin teve como principal sucessor Searle. Nosso objeto será a teoria de atos de fala, voltando para o ponto de partida do próprio Austin: a distinção entre os enunciados performativos e constatativos.
