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Dissertações

TESTEMUNHO, INDUÇÃO E AS CRÍTICAS DE HUME À CRENÇA EM MILAGRES

LUIS FELIPE LOPES

Dissertação
Autor
LUIS FELIPE LOPES
Orientador(a)
Agnaldo Cuoco Portugal
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012LUIS FELIPE LOPES. TESTEMUNHO, INDUÇÃO E AS CRÍTICAS DE HUME À CRENÇA EM MILAGRES. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Agnaldo Cuoco Portugal.2

A presente dissertação pretende apresentar a discussão de Hume acerca da existência e crença em milagres, bem como as principais críticas que o autor escocês apresenta a esse problema, tendo em vista sua tentativa de reformular a Filosofia, visando a compreensão da natureza humana de modo rigoroso. Para ele, não há justificativa racional que possa fundamentar e/ou justificar a crença na ocorrência em eventos miraculosos, uma vez que as evidências empíricas não são satisfeitas. Ora, Hume tenta fundamentar a filosofia como ciência de rigor, baseando-se em critérios de justificação que remetem à experiência, sendo que tudo quanto não estiver de acordo com tais critérios de justificação, torna-se algo irracional ou ilusório. Desse modo, o autor escocês desacredita o uso do testemunho como critério de justificação na crença em eventos milagrosos, bem como acredita que a ocorrência de tais eventos não pode encontrar evidências empíricas que as fundamentem, uma vez que, por definição, o milagre deve ser um fato que extrapola o ordenamento da natureza, quebrando com a suposta regularidade das leis naturais. Contudo, a estrutura da crítica humeana, que em muitos momentos se mostra apriorística, conflita com sua própria filosofia, pois elementos centrais de sua investigação filosófica em geral - como a valorização do senso comum, do uso do testemunho e a crítica à ideia de conexão necessária - acabam sendo desvalorizados; ou superestimados, como é o caso da ideia de conexão causal necessária, o que reduz o escopo de sua crítica à racionalidade na crença em milagres.