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Dissertações

TONALIDADES AFETIVAS E POESIA: UMA ANALOGIA POSSÍVEL NO HEIDEGGER DA “VIRAGEM”

MARCOS ANTONIO DE SOUZA BRITO

Dissertação
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Autor
MARCOS ANTONIO DE SOUZA BRITO
Orientador(a)
ROBERTO SARAIVA KAHLMEYER MERTENS
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANA — UNIOESTE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2015
2015MARCOS ANTONIO DE SOUZA BRITO. TONALIDADES AFETIVAS E POESIA: UMA ANALOGIA POSSÍVEL NO HEIDEGGER DA “VIRAGEM”. 2015. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANA, PR. Orientador(a): ROBERTO SARAIVA KAHLMEYER MERTENS.2

BRITO, MARCOS ANTONIO DE SOUZA. TONALIDADES AFETIVAS E POESIA: UMA ANALOGIA POSSÍVEL NO HEIDEGGER DA “VIRAGEM”. 2015. 137 P. DISSERTAÇÃO (MESTRADO EM FILOSOFIA) – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, TOLEDO, 2015. A PRESENTE PESQUISA INVESTIGA DOIS TEMAS (PARTES DE UMA ÚNICA QUESTÃO) LIGADOS A DUAS FASES DISTINTAS NO PENSAMENTO HEIDEGGERIANO. EM RELAÇÃO À PRIMEIRA FASE (O ASSIM CHAMADO “PRIMEIRO HEIDEGGER”), A PESQUISA SE VOLTOU ENFATICAMENTE PARA AS TONALIDADES AFETIVAS (STIMMUNGEN) DE ACORDO COM QUE FORAM ABORDADAS EM SER E TEMPO, PRINCIPALMENTE NO §. 29, E CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA METAFÍSICA: MUNDO, FINITUDE, SOLIDÃO. TAIS TONALIDADES AFETIVAS FORAM APRESENTADAS COMO ESTRUTURAS ONTOLÓGICAS RESPONSÁVEIS POR FAZER COM QUE O DASEIN ESTEJA SEMPRE EM ESTADO DE “DISPOSTO A...”. A DISPOSIÇÃO, O “ESTAR DISPOSTO PARA...” DESDE ALGUMA TONALIDADE AFETIVA, FORMA, JUNTAMENTE COM COMPREENSÃO E DISCURSO, OS EXISTENCIAIS QUE RETRATAM COMO O SER-AÍ É NO MUNDO. QUANTO À SEGUNDA FASE (O DITO “SEGUNDO HEIDEGGER”) O TEMA PAUTADO FOI A POESIA, CONCEBIDA COMO LINGUAGEM ORIGINÁRIA. A POESIA FOI DIFERENCIADA DE POEMA POR QUE ELA NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM MERO ESTILO LITERÁRIO. A POESIA ENQUANTO LINGUAGEM ORIGINÁRIA (DICHTUNG) TRAZ O ENTE PELA PRIMEIRA VEZ AO ABERTO NOMEANDO-O, COMO POEMA (POIESIE) SE IDENTIFICA COM A ARTE DE FAZER POEMAS. TONALIDADE AFETIVA E POESIA FORAM DISCUTIDAS DE UM PONTO DE VISTA ONTOLÓGICO. A TRANSIÇÃO PARA A SEGUNDA FASE FOI TRABALHADA TENDO EM VISTA AQUILO QUE FICOU CONHECIDO COMO “VIRAGEM” (KEHRE). AO LIDAR COM A VIRAGEM DEIXAMOS CLARO A INEXISTÊNCIA DE CONTRADIÇÃO ENTRE AS FASES, HAJA VISTO QUE HEIDEGGER, SEM NEGAR A VIRAGEM, POR MAIS DE UMA VEZ DECLAROU QUE SUA FILOSOFIA SE OCUPA COM UMA ÚNICA QUESTÃO. A VIRAGEM SE TORNOU EVIDENTE NA DÉCADA DE 1930 E MARCOU UM REPOSICIONAMENTO DA QUESTÃO POSTA EM SER E TEMPO. O PROJETO DA ONTOLOGIA FUNDAMENTAL, PRESENTE EM SER E TEMPO, FOI CONDUZIDO A PARTIR DE TRÊS SUBPROJETOS: ANALÍTICA EXISTENCIAL, DESTRUIÇÃO DA HISTORIA DA METAFÍSICA E HERMENÊUTICA DA FACTICIDADE. A ANALÍTICA EXISTENCIAL, DESDE A QUAL FORAM ANALISADAS AS TONALIDADES, RECAIU SOBRE O SER-AÍ E ALCANÇOU SEU LIMITE PELA IMPOSSIBILIDADE DE FUNDAMENTAR ONTOLOGIAS HISTÓRICAS, DAÍ FALOU-SE EM “FRACASSO” DE SER E TEMPO. POSTOS OS TEMAS EM EVIDÊNCIA, PROCEDEU-SE O TRABALHO DE UMA ANALOGIA, POSSÍVEL PELA CONSIDERAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS ONTOLÓGICAS CONCERNENTES AS TONALIDADES AFETIVAS E A POESIA.