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Traços sobre o problema do conhecimento e da linguagem no pensamento de Nicolau de Cusa

José Teixeira Neto, Klédson Tiago Alves de Souza

Autor
José Teixeira Neto, Klédson Tiago Alves de Souza
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
7 / 2
Ano
2014
Páginas
11-23
Idioma
pt
2014José Teixeira Neto, Klédson Tiago Alves de Souza. Traços sobre o problema do conhecimento e da linguagem no pensamento de Nicolau de Cusa. Trilhas Filosóficas, v. 7, n. 2, p. 11-23, 2014.2

A compreensão e a linguagem são limitadas quando o objeto do conhecimento é o Máximo, uno e infinito. O presente artigo busca indicar os limites do conhecimento e do discurso sobre o princí­pio primeiro de todas as coisas. Para tanto, primeiramente, discutirá sobre o modo como Nicolau de Cusa (1401-1464) compreende o Máximo Absoluto; em um segundo momento, a partir do De docta ignorantia, analisará a relação de disproportio entre o finito e o infinito (A douta ignorância, L. I, Cap. III, n. 9) e, por fim, analisará a presença e necessidade de uma linguagem simbólica comunicante, tendo em vista a imprecisão e carência das afirmações sobre o princí­pio primeiro. Como admitir a possibilidade de se conhecer o infinito quando se considera a lógica da razão e ideia de disproportio? Cusano afirma que o maximum em sentido absoluto é inteligí­vel de maneira incompreensí­vel e, seguindo a mesma lógica, é nominável de maneira inominável. O presente artigo está dividido em dois momentos: primeiro, "Compreender de modo incompreensí­vel o princí­pio primeiro" e, segundo, "Nomear de modo inominável o que se compreende de modo incompreensí­vel". Para indicar os traços sobre o problema do conhecimento e da linguagem na especulação cusana, o trabalho em questão seguirá em linhas gerais as questões apontadas por Nicolau de Cusa no De docta ignorantia (1440) e do De non aliud (1462).