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Dissertações

""""TRÊS DEFESAS DO EXTERNALISMO EPISTÊMICO""""

Arthur Viana Lopes

Dissertação
Autor
Arthur Viana Lopes
Orientador(a)
Giovanni da Silva de Queiroz
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Arthur Viana Lopes. """"TRÊS DEFESAS DO EXTERNALISMO EPISTÊMICO"""". 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Giovanni da Silva de Queiroz.2

RESUMO.A proposta deste trabalho e defender a posicao conhecida na literatura epistemologi-ca como externalismo epistemico. O externalismo epistemico consiste essencialmente na tese de que alguns dos fatores que determinam quando uma crenca constitui um caso de co-nhecimento ou um caso de crenga justificada sao externos ao agente epistemico, i.e., nao sao estados internos ao sujeito, nem precisam ser acessados conscientemente por ele. Nos nao atacamos nenhuma teoria particular do internalismo, ou mesmo defendemos uma teoria ex-ternalista particular. Em lugar disto, discutimos tres topicos distintos que servem de motiva-cao geral para a adocao do externalismo. A escolha destes topicos e guiada pelo interesse em uma epistemologia naturalizada e em discussoes recentes da epistemologia. Primeiro, nos discutimos a utilizacao da andlise de casos - a descricao de casos imaginarios com a inten-cao de salientar a intuigdo de uma proposicao particular ou mostrar a consequencia anti-intuitiva de uma teoria - no debate entre internalistas e externalistas. Nos tentamos fornecer uma especie de diagnostico psicologico sobre o uso desta ferramenta intuitiva e argumenta-mos que a literatura em psicologia de conceitos sugere um favorecimento a teorias externa¬listas. Segundo, nos discutimos a abordagem contextualista sobre o paradoxo cetico e sua relacao com a andlise conceitual. Nos argumentamos que uma abordagem semantica falha em resolver o paradoxo e que a compreensao adequada de sua origem, assim como uma re-jeicao invariantista da posicao contextualista, fornece uma motivacao para aceitarmos a solucao externalista do problema. Por ultimo, nos tratamos da critica de John Pollock ao. externalismo, que consiste justamente na ideia de que uma teoria de justificacao naruralista adequada deve ser internalista. Nos analisamos se sua refutacao realmente atinge toda forma de externalismo e, em particular, o confiabilismo de processo. Nos apresentamos a teoria procedimental de normas epistemicas de Pollock e discutimos se as razoes que ele apresenta podem realmente refutar o confiabilismo de processo. Nos defendemos que as razoes que sao apresentadas nao colocam realmente o projeto de Pollock em vantagem..Palavras-chave: analise do conhecimento, epistemologia naturalizada, confiabilismo.