- Autor
- CARLOS AUGUSTO SARTORI
- Orientador(a)
- Cláudio Gonçalves de Almeida
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
O uso de predicados vagos desafia o Princípio da Bivalência e o Princípio do Terceiro Excluído, pois há um ponto em que não se sabe se o predicado se aplica ou não, isto é, não se sabe se a proposição é verdadeira ou falsa. A visão Semântica da vaguidade sugere que a lógica clássica seja revisada e modificada. Por outro lado, a visão Epistêmica considera a lógica clássica adequada para o tratamento dos predicados vagos. Segundo essa visão, o problema da vaguidade diz respeito ao conhecimento do mundo e não ao mundo mesmo: o que deve ser explicado é por que não se pode saber se a proposição é verdadeira ou falsa quando ela se refere a um caso limite de predicado vago. ..Timothy Williamson defende a teoria epistêmica da vaguidade e propõe uma sustentação epistemológica para ela, baseada no que ele chamou de Princípio da Margem de Erro. Segundo esse princípio, uma proposição A é verdadeira em todos os casos similares aos casos em que 'sabe-se que A' é verdadeira. Para Williamson, o Princípio da Margem de Erro consegue explicar por que se sabe que uma proposição é verdadeira quando ela se refere a casos claros de aplicação de um predicado vago e por que o conhecimento falha nos casos limites de aplicação desse predicado...Esta dissertação apresenta brevemente as alternativas semânticas para a solução dos paradoxos da vaguidade e centra-se na exposição da teoria epistêmica desenvolvida por Williamson. Discute, também, algumas críticas dirigidas à teoria de Williamson feitas na literatura especializada.
