- Autor
- Gilson Marciano de Oliveira
- Orientador(a)
- Cleverson Leite Bastos
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
Amparados nas teses do psicólogo evolucionista Steven Pinker, vamos buscar uma melhor compreensão do comportamento humano, fazendo uma revisão no modelo clássico de ciências sociais. Para ele o arquétipo delineador do comportamento humano se encontra ultrapassado e já não consegue abarcar a complexidade social deste início de século XXI. No seu entendimento, o regramento social vigente é oriundo de uma moralidade alicerçada no período moderno, e que na sua ótica se fundamenta em cima de três mitos, sendo eles: o fantasma na máquina, que têm suas origens nos pensamentos do filósofo francês René Descartes; a tábula rasa, que pressupõe sermos uma folha em branco quando nascemos, tese fundamentada pelo filósofo inglês John Locke; o bom selvagem, entendimento que diz que o homem em estado de natureza é bom, e que o convívio social o torna pervertido, proposta levantada pelo filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau. Em contraposição a tais fundamentos, os entendimentos de Steven Pinker estimulam uma reavaliação no conceito de natureza humana, possibilitando o surgimento de novos instrumentos (padrões de moralidade e aparatos jurídicos) que possam amenizar comportamentos nocivos – assassinatos, estupros, guerras – dos quais a espécie humana ainda não conseguiu se desvencilhar totalmente no decorrer de sua caminhada evolutiva. As idéias de Steven Pinker, como se pode notar, são provocativas ao mesmo tempo em que põe abaixo alguns pilares que sustentam o edifício da moralidade ocidental.
