- Autor
- Yésica Rodríguez
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 23 / 2
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2023.v23n2.p43-67
- Páginas
- 43-67
- Idioma
- es
Neste artigo propomos que as obras com pseudônimo de Kierkegaard são uma proposta inovadora e inovadora em relação às estruturas que a modernidade costumava pensar sobre a subjetividade. Esta ruptura é evidenciada, fundamentalmente, nos livros O Conceito de Angústia de Vigilius Haufniensis e A doença para a morte de Anti-Climacus. Esta mudança fundamental, para usar a terminologia da Introdução à CA, pode ser pensada em termos da substituição da primeira ética pela segunda ética. Podemos dizer, então, que o propósito fundamental dos livros pseudônimos dedicados à angústia e ao desespero é oferecer ao indivíduo uma compreensão de si mesmo que será uma condição necessária, mas não suficiente, para a realização de sua tarefa ética. Ambas as obras pseudônimas, como suas respectivas legendas indicam, são obras psicológicas que, quando lidas juntas, representam uma teoria da subjetividade do pecado.
