- Autor
- Josemar Jeremias Bandeira de Souza
- Orientador(a)
- Iraquitan de Oliveira Caminha
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
É muito difícil identificar um tema central na vastíssima obra de Santo Agostinho, mas pode-se pensar em três grandes temas sobre os quais o brilhante filósofo se debruça com maior ardor: a moral, a origem do bem e do mal e a liberdade. Sendo o último um arcabouço sobre o qual os dois primeiros se sustentam..A busca inicial de Santo Agostinho era o conhecimento da origem do mal, aceitar que Deus, bondoso e amoroso, fosse o seu criador lhe era totalmente impossível. Envolvendo-se, então, com o pensamento maniqueísta, começa a absorver uma cosmovisão que tinha certas semelhanças com o gnosticismo..As idéias maniqueísta não conseguiram satisfazer, por muito tempo, as curiosidades míticas do futuro bispo de Hipona. Questões cruciais ficaram sem explicação plausível: se a matéria era maligna ou tinha origem maligna, o maniqueísmo nada explicava sobre a realidade espiritual, não material, onde o bem deveria estar contido, ou ser origem. Depois de perceber que nem mesmo Fausto, o filósofo principal do maniqueísmo, conseguiu oferecer as respostas que procurava, Agostinho abandona a doutrina. Encontrando, mais tarde, no neoplatonismo uma filosofia mais consistente, que apregoava a união ontológica entre a existência e o bem. Passou a entender que o mal não era uma substância ou natureza, mas uma disfunção, ou corrupção, da natureza boa criada por Deus.
