- Autor
- Beatriz da Matta Andreiuolo
- Orientador(a)
- Eduardo Jardim de Moraes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A dissertação busca, a partir do livro A Condição Humana, esclarecer o conceito de ação dentro da vita activa abordando-o em sua relação com o tema da revelação do agente e do contar histórias. Tendo em vista o entrelaçamento entre a compreensão e o contar histórias optamos por abordar alguns ensaios do livro Homens em Tempos Sombrios, em que Hannah Arendt, a partir de narrativas biográficas, revisita, mesmo que lateralmente, conceitos fundamentais de sua obra. Desta forma, em um primeiro momento priorizamos a ação dentre as atividades da vita activa, iluminando sua receptividade na esfera dos negócios humanos, perquirindo como, desde a consolidação da platônica hierarquia em que o mundo das idéias se sobrepôs ao mundo sensível, as ações perderam sua autonomia. Para Hannah Arendt as histórias contam os atos, e, portanto, não estão compreendidas na esfera do agir. Nas ações estaria a possibilidade de desvelar-se, para outros, quem somos, uma vez serem os feitos e palavras que apresentam a particularidade do agente, seu caráter singular. Assim, a partir dos ensaios biográficos de Homens em Tempos Sombrios priorizamos o aspecto de revelação do quem, avaliando de que forma esta transcende os atos e habita também a narrativa.
