- Autor
- Marco Antônio Martins Barrêto
- Orientador(a)
- Acylene Maria Cabral Ferreira
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A partir da obra Ser e tempo de Martin Heidegger, procurou-se investigar a estrutura projetiva da presença e sua constituição ontológica enquanto fundamento de si mesma e do mundo. A constituição ontológica da presença, nessa obra, deriva da analítica existencial que indica a cura como a totalidade do todo estrutural da presença, constituída como existencialidade, facticidade e decadência. A existencialidade é vista como um preceder-se a si que caracteriza a presença como projetiva; nela a presença encontra-se lançada em meio as possibilidades de ser. Lançar-se em possibilidades de ser é possível porque, em sua constituição ontológica, a presença é ser-em um mundo (facticidade) e ser-junto ao mundo (decadência). A abertura da presença a mundo é estruturada pelos existenciais da disposição, compreensão, discurso e decadência. Privilegiou-se o existencial da compreensão porque a sua característica fundante é o projeto, quer dizer, o poder-ser que é a presença: perceber-se a si. Enquanto projeto, a presença pode vir a ser quem ela é devido a abertura concernente a existencialidade, que possibilita a presença ser própria ou imprópria. Cada existencial tem uma abertura que lhe diz respeito: a da compreensão é o projeto e a da disposição é a angústia, onde a presença coloca-se como fundamente de si por está diante de suas possibilidades de ser, tendo que decidir sobre seu próprio ser. A decisão de ser da presença efetiva um novo modo de ser, situando-a em um contexto do mundo. A efetivação de um modo de ser e da situação em que a presença se lança, Heidegger denomina de transcendência da presença. O que determina a transcendência da presença é a temporalidade, enquanto horizonte de abertura, de acontecimento do mundo e de sentido do ser.
