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A psicanálise como “antipsicologia” e o esclarecimento como mito: a crítica do sujeito psicológico, segundo Theodor W. Adorno

João Pedro Azevedo Lima

Autor
João Pedro Azevedo Lima
Revista
Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549
Edição
6 / 1
Ano
2026
Idioma
pt-BR
2026João Pedro Azevedo Lima. A psicanálise como “antipsicologia” e o esclarecimento como mito: a crítica do sujeito psicológico, segundo Theodor W. Adorno. Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549, v. 6, n. 1, 2026.

Para Adorno e Horkheimer, é constitutivo ao Esclarecimento (Aufklärung) um imperativo de síntese, isto é, ele confina a multiplicidade do efetivo a certos princípios. Para este projeto, o homem se tornaria o senhor do universo ao dominar completamente a natureza, e conquistando-a pelo uso da razão instrumental. Todavia, o homem também é submetido por esse mesmo processo: tal qual ocorre com os diversos fenômenos naturais, todas as pulsões humanas são reduzidas a um único princípio, a saber, o princípio do Eu (das Ich). Assim, o presente artigo procederá em dois momentos: primeiro, relacionará, a partir da obra supracitada de Adorno e Horkheimer, o mito do esclarecimento às psicologias do Eu; por fim, deter-se-á ao artigo “Sobre a relação entre psicologia e sociologia” (1955), pois nele pode-se encontrar tanto a crítica de Adorno quanto sua conceituação do Eu, que, em sua perspectiva, é um conceito dialético, psíquico e não psíquico.