Apropriação marxiana da dialética hegeliana nos manuscritos de 1843-44.
José André da Costa
- Autor
- José André da Costa
- Orientador(a)
- Hans-Georg Flickinger
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Apropriação Marxiana da Dialética Hegeliana nos Manuscritos de 1843/44....... O trabalho concentra-se em torno da relação marxiana com a dialética hegeliana. Buscamos extrair dos Manuscritos de 1844, com auxílio de literatura secundária correspondente a este tema, um fio condutor que possibilite apresentar a apropriação que Marx fez da dialética hegeliana. O enfoque é dado ao contexto que marcou os escritos do jovem Marx, a saber, seu confronto com a filosofia de Hegel, destacando o aspecto da alienação. Assume-se, neste sentido, a hipótese de que os Manuscritos de 1844, são o núcleo decisivo da redefinição de Marx perante as idéias de Hegel e Feuerbach. Dá-se atenção a esse reposicionamento, causa da inflexão ontológica que irá acompanhar o itinerário teórico de Marx, até o fim de sua trajetória intelectual. Nesse posicionamento Marx pôde mostrar e encontrar o seu caminho filosófico. Por este procedimento acontece a apropriação da teoria feuerbachiana de alienação, como expediente para a crítica do mundo. Esta é superada nas reflexões de Marx, pela elaboração de uma outra visão teórica, que acompanhará doravante. Marx anuncia, então pela primeira vez, um conjunto de idéias que servirão de fio condutor de seus escritos. Sua teoria social fundamenta-se aqui na ontologia. Os estudos de Economia Política serão realizados com base numa postura que rejeita, tanto o antropologismo empirista de Feuerbach, como o logicismo de Hegel. A novidade radical do pensamento marxiano, faz sua aparição pela primeira vez, nas páginas dos Manuscritos de 1844, onde Marx se dedica ao acerto de conta com a dialética. Enfrentando tal empreendimento, Marx apropria-se criticamente do método dialético hegeliano.
