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Dissertações

Da determinação subjetiva a uma vida de pura imanência críticas Deleuzianas as filosofias do sujeito.

ARISTEU LAURÊNCIO CORDEIRO MASCARENHAS

Dissertação
Autor
ARISTEU LAURÊNCIO CORDEIRO MASCARENHAS
Orientador(a)
CLELIA APARECIDA MARTINS
Universidade
UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA — UNESP/MAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008ARISTEU LAURÊNCIO CORDEIRO MASCARENHAS. Da determinação subjetiva a uma vida de pura imanência críticas Deleuzianas as filosofias do sujeito.. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA, SP. Orientador(a): CLELIA APARECIDA MARTINS.2

O tema principal desse trabalho é a apresentação da crítica dispensada por Gilles Deleuze às filosofias do sujeito. Este é um assunto recorrente em seus textos, embora apareça disperso principalmente no que diz respeito à figura do cogito como começo em filosofia e a sua inserção no quadro do que ele irá chamar de postulados da imagem dogmática do pensamento. Fugindo dessa imagem para devolver à imanência seus direitos, o autor irá propor um campo transcendental, e a partir daí, um plano de imanência pré-subjetivo e pré-objetivo como condição para se pensar uma subjetividade. Ver-se-á como Deleuze encontra no pensamento de Bergson rica fonte para afirmar a realidade virtual desse plano e do tempo que lhe é próprio; imaginado por esse autor como uma pura multiplicidade virtual que se atualiza em estados de coisa ou estados vividos. Afirmada a realidade desse plano, pode-se, a partir de então, voltar a pensar sujeito e objeto fora do ¿abrigo¿ da tradição. A crítica deleuziana mostra, ainda, que Descartes tivera papel fundamental como criador de uma vertente da imagem do pensamento levada a cabo como abrigo pelas filosofias da reflexão. Tal imagem se constitui a partir de uma subsunção da imanência ao interior de uma consciência pura, de um sujeito pensante. Será mostrado como a partir de Descartes, e com Kant e Husserl como aqueles que permaneceram presos à imagem dogmática, o plano de imanência é tratado como um campo da consciência. Estabelecida a crítica, será evidenciada a necessidade última do pensamento deleuziano de reafirmar esse plano após destituir a posição de fundamento assumida pela consciência. Apartado de qualquer forma de consciência o campo transcendental se mostra, então, como uma vida de pura imanência; e as terminologias subjetivas dão lugar às novas terminologias deleuzianas.