EXPERIÊNCIA E MÉTODO - UMA LEITURA DO """" ENSAIO COMO FORMA """" DE ADORNO
MARCELLE MARIE MAGNONI
- Autor
- MARCELLE MARIE MAGNONI
- Orientador(a)
- Jeanne Marie Gagnebin De Bons
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Este trabalho contém uma introdução, um corpo dividido em quatro partes, uma conclusão e dois textos de apêndice. “Filosofia, para que, por quê?” A pergunta introdutória nos obriga a discorrer sobre o próprio conceito de filosofia, um conceito incapaz de abarcar a multiplicidade do que se pensa com ele... pensar é então obrigado a se dialetizar, a superar suas definições, a se confrontar com sua insuficiência, evidenciando o que nele não é só transparência. 1) Para desenvolver a primeira parte deste trabalho o autor escolhido foi Descartes, um dos filósofos que mais a sério à exigência de independência do espírito como condição da verdade. Mostra-se de que maneira esta aspiração de Descartes se concretiza no ideal de método, como instrumento de libertação da razão humana. 2) Contudo, o próprio método, na sua eficácia e transparência, passa a evidenciar aquilo sobre o que ele opera sua exclusão. A segunda parte do trabalho introduz o conceito de experiência, tal qual aparece no pensamento hegeliano – como forma de resgatar aquilo que no pensamento cartesiano é feito mas não dito, um pensar que aparece nas suas sobras, como o resto que o método não diz. Trata-se de retomar uma idéia de filosofia como busca da verdade e não como garantia de verdade. 3) A terceira parte distingue pensar filosófico e método, a partir do texto adorniano “O ensaio como forma”. A relação visceral existente entre a forma ensaio e a liberdade de espírito aponta para um pensar que é expressão e não posse de verdade. 3) Na quarta e última parte, o pensar filosófico se retorna buscando um dizer possível. Finalmente, o apêndice 1 constitui um complemento, em forma de fábula, onde reencontramos Descartes. O apêndice 2 é composto de uma tradução livre do Discurso do Père Guénard, apresentado no trabalho.
