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O ato de filosofar como resistência emancipadora: aproximações do pensamento de Paulo Freire e Matthew Lipman

Yasmin Ueno Fernandes, Leoni Maria Padilha Henning

Autor
Yasmin Ueno Fernandes, Leoni Maria Padilha Henning
Revista
Educação e Filosofia
Edição
39
Ano
2025
DOI
10.14393/REVEDFIL.v39a2025-79413
Páginas
1-33
Idioma
pt
2025Yasmin Ueno Fernandes, Leoni Maria Padilha Henning. O ato de filosofar como resistência emancipadora: aproximações do pensamento de Paulo Freire e Matthew Lipman. Educação e Filosofia, v. 39, p. 1-33, 2025.3

Este artigo propõe uma aproximação dos pensamentos de Paulo Freire e Matthew Lipman, com o objetivo de refletir sobre o ato de filosofar como prática de resistência emancipatória no contexto educacional. Em um cenário marcado por políticas que silenciam o pensamento crítico, como a reforma do Novo Ensino Médio, defender o filosofar como direito torna-se um posicionamento ético e político. A pesquisa, de caráter teórico e bibliográfico, busca evidenciar os pontos de convergência entre Freire e Lipman em torno dos conceitos como diálogo, pergunta, autonomia, educação e postura do professor. Ambos defendem uma educação centrada na escuta, na problematização do mundo e na construção emancipadora do conhecimento, reconhecendo nas crianças sujeitos ativos e capazes de pensar filosoficamente. Assim, o texto argumenta que o filosofar, ao provocar perguntas e estimular a curiosidade, fortalece a criticidade e contribui para uma formação que liberta e emancipa. Em tempos de reconstruções curriculares, pensar a Filosofia como experiência viva e necessária desde os primeiros anos escolares é também resistir às formas de ensino que desvalorizam o pensamento e a liberdade. Palavras-chave: Paulo Freire; Matthew Lipman; Ato de Filosofar; Educação; Filosofia para Crianças. The act of philosophizing as emancipatory resistance: approaches to the thought of Paulo Freire and Matthew Lipman Abstract: This article proposes an approximation between the thoughts of Paulo Freire and Matthew Lipman, aiming to reflect on the act of philosophizing as a practice of emancipatory resistance within the educational context. In a scenario marked by policies that silence critical thinking, such as the reform of the New High School in Brazil, defending philosophizing as a right becomes an ethical and political stance. This theoretical and bibliographic research seeks to highlight the points of convergence between Freire and Lipman around concepts such as dialogue, questioning, autonomy, education, and the teacher’s role. Both advocate for an education centered on listening, problematizing the world, and building emancipatory knowledge, recognizing children as active subjects capable of philosophical thought. Thus, the text argues that philosophizing, by provoking questions and stimulating curiosity, strengthens critical thinking and contributes to a liberating and emancipatory formation. In times of curricular reconstruction, conceiving Philosophy as a living and essential experience from the early school years is also a way of resisting educational models that devalue thinking and freedom.  Keywords: Paulo Freire; Matthew Lipman; Act of Philosophizing; Education; Philosophy for Children. El acto de filosofar como resistencia emancipadora: aproximaciones al pensamiento de Paulo Freire y Matthew Lipman Resumen: Este artículo propone una aproximación entre los pensamientos de Paulo Freire y Matthew Lipman, con el objetivo de reflexionar sobre el acto de filosofar como una práctica de resistencia emancipadora en el contexto educativo. En un escenario marcado por políticas que silencian el pensamiento crítico, como la reforma del Nuevo Bachillerato en Brasil, defender el filosofar como derecho se convierte en una postura ética y política. La investigación, de carácter teórico y bibliográfico, busca evidenciar los puntos de convergencia entre Freire y Lipman en torno a conceptos como diálogo, pregunta, autonomía, educación y el rol del docente. Ambos defienden una educación centrada en la escucha, en la problematización del mundo y en la construcción emancipadora del conocimiento, reconociendo a los niños como sujetos activos y capaces de pensar filosóficamente. Así, el texto sostiene que filosofar, al provocar preguntas y estimular la curiosidad, fortalece la criticidad y contribuye a una formación que libera y emancipa. En tiempos de reconstrucción curricular, pensar la Filosofía como experiencia viva y necesaria desde los primeros años escolares también es una forma de resistir a las formas de enseñanza que desvalorizan el pensamiento y la libertad.  Palabras clave: Paulo Freire; Matthew Lipman; Acto de Filosofar; Educación; Filosofía para Niños.   Data de registro: 20/08/2025 Data de aceite: 29/10/2025