- Autor
- Edson de Souza Brito
- Orientador(a)
- José Nicolau Heck
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
Jean-Jacques Rousseau, filósofo francês de origem suíça, desenvolveu a teoria do contrato social tendo em vista a passagem do homem do estado de natureza ao estado civil. Na obra Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, estes no início dos tempos organizaram-se de forma injusta, e deram mais importância ao ter em detrimento do ser. Alguns conseguiram muito em prejuízo de outros. Apareceu, assim, a desigualdade social. Existe na essência do homem, em natureza, uma condição natural que é a liberdade acompanhada da igualdade, a qual é destruída pela civilização, pois a sociedade nascente pressupõe as relações entre os homens como necessidade inerente à sua própria existência. O contrato social surgiu para regulamentar as relações dos homens. Desde esse instante a propriedade, o maior mal da humanidade, foi justificada, e o homem, nesse contexto, passou a ser chamado de homem civil. Na obra Emílio, Rousseau viu a impossibilidade de o homem voltar ao estado de natureza e, por isso, escolheu outro caminho: exaltar no homem a virtude moral, justificando-o como cidadão, ou seja, alguém que é senhor de si mesmo. Os conceitos homem e cidadão em Jean-Jacques Rousseau, e a impossibilidade de se relacionarem entre si e a incapacidade de identificarem a essência humana como tal constituem a questão principal desta dissertação.
