POLÍTICAS DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAL E TRABALHO DOCENTE
Domingos Angelo de Paula Neto, Natalia Aparecida Morato Fernandes
- Autor
- Domingos Angelo de Paula Neto, Natalia Aparecida Morato Fernandes
- Revista
- Thaumazein: Revista Online de Filosofia
- Edição
- 18 / 36
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.37782/thaumazein.v18i36.5281
- Páginas
- 105-117
- Idioma
- pt
O avanço da pandemia no ano de 2020 provocou impactos significativos em várias áreas, dentre elas, a educação. A busca por resposta para o enfrentamento e minimização das consequências mobilizou diferentes setores, dentre eles, a academia e o campo científico. Nosso objetivo neste artigo é apresentar revisão de literatura sobre as políticas de ensino remoto emergencial (ERE) e sobre o Regime de Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), adotado na rede estadual de ensino de Minas Gerais, identificando seus efeitos, principalmente, sobre o trabalho docente. Os resultados apontam para o predomínio de programas sustentados pelo uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) e pela disseminação do discurso da responsabilização docente, o que resultou em desqualificação, intensificação do trabalho e exaustão destes profissionais. Além disso, as fragilidades apresentadas por estas propostas tendem a aprofundar as desigualdades sociais e educacionais pré-existentes.
